The Best of JoJo - Steel Ball Run


Pizza Mosarera ♪ 
Pizza Mosarera ♫

Steel Ball Run é um mangá de autoria de Hirohiko Araki, finalizado com 24 volumes. Sua publicação começou no ano de 2004 na revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, e posteriormente passando para a revista Ultra Jump, que ao contrário da Jump "Original", tem periodicidade mensal. Steel Ball Run é considerado como a 7ª parte da franquia Jojo's Bizarre Adventure, que já conta com 107 volumes publicados e 25 anos de duração.

"Bem-vindos à Steel Ball Run Race, a maior corrida de todos os tempos! Preparem seus cavalos, a corrida tem duração indefinida, o trajeto inclui a travessa de todo o território dos Estados Unidos da América, e os bilhões estão esperando por vocês! Boa sorte, corredores!"

O nosso foco aqui é a personagem de Kaiser "Gyro" Zeppeli, supostamente um estrangeiro que assim como os demais participantes da Corrida Maluca SBR, almeja o prêmio de milhões para um certo objetivo... que vai ser comentado mais pra frente. 


Claro, esse mangá faz parte de JJBA, então temos sim um JOJO, e ele é nada mais nada menos que Jonathan Joestar, o próprio, citado aqui como Johnny Joestar, e mais, ele está numa cadeira de rodas, incapaz de andar. Mas peraê, Jonathan Joestar!? Como assim manolo? 
Simples: É complicado, mas basicamente, esta 7ª parte de Jojo é uma espécie de reboot da série. Mas Por quê? Tem explicação?
Têm. Mas como eu disse, é meio complicado e tem spoilers da parte 6 de Jojo, Stone Ocean, mas ok, simbora explicar.

No final de Stone Ocean, acontece uma certa coisa que é gigante, mexe com todo o tempo e universo, basicamente, destrói toda a linha temporal dos acontecimentos até então e muda, como se criasse uma nova linha de tempo, com praticamente todos os personagens conhecidos diferentes, mudando as vezes até nomes, como o da própria Jolyne, protagonista de Stone Ocean. É complicado.

E sendo meio que um reboot da série, temos as personagens bem conhecidas, como o já citado Jojo, Dio, que virou Diego Brando, Abdul e vários nomes conhecidos, e claro, Stands, mas não aqueles stands conhecidos da galera, e sim novos.

Agora, explicando melhor a Steel Ball Run Race: Um velho maluco e lolicon chamado Steven Steel tinha o sonho de fazer uma corrida maluca que atravessasse todos os Estados Unidos e seja um dos maiores eventos de todos os tempos, e depois de algum tempo, finalmente consegue. A corrida tem uma recompensa de 4 bilhões de dólares, fato que interessou aventureiros do mundo inteiro, que apostaram as suas vidas vindo aos EUA para participar da corrida. Mas, porém, no entanto, após alguns volumes do mangá e alguma lutas com stand envolvendo Gyro e Johnny, a verdade por trás da corrida é finalmente revelada, ela foi realizada por um único propósito: achar partes de um corpo de um santo que tem muito poder, partes essas que estão espalhadas por todo o país, e quem é o figurão por trás disso? O Fucking Presidente dos Estados Unidos. 

Gyro e Johnny descobrem sobre essas partes e vão atrás delas também, e é aí o grande tchan do mangá.

Falando mais sobre o Gyro Zeppeli, ele é um europeu, vindo de um país bem extremo e sua família é conhecida lá por ser os "Carrascos" dos reis, sim, eles executam prisoneiros pelo nome do rei. Sua habilidade é a do "Giro de Ouro" (Coincidência, né?), utilizando duas Esferas de Ferro (Steel Ball, saca?) para atacar e fazer todo tipo de coisa, e sim, é eficiente e difícil de explicar.
Já no caso do Johnny, ele era um Jockey que acabou se Fuu** e ficando paraplégico depois de levar um tiro, perdeu toda sua fama e é odiado pelo pai, e entra na Steel Ball Run Race para tentar recuperar sua honra e glória. Seu poder "Standiníaco" é bem BIZARRO, e ele aprende graças a algumas lições com o Gyro, que tenta o ensinar o "Giro de Ouro". Basicamente, ele gira suas unhas cortando tudo e posteriormente, atira as mesmas, um ataca sinistro. Sempre unhas, né Araki?

Vários outros personagens são realmente sensacionais, como o próprio Diego "DIO" Brando, que é um Jockey inglês de muito sucesso e um dos preferidos pra ganhar a corrida e é interessante ressaltar que o stand do Dio é totalmente diferente, no começo. São dinos. Sim, DINOSSAUROS. Sensacional, não?

Como já dito no começo, Steel Ball Run teve uma mudança de revista no começo de sua publicação, e isso sem dúvida alguma influenciou a história, já que ele passou de uma revista Shonen, para adolescentes, para uma revista Seinen, para adultos, ou seja, a história tem muito mais profundidade e é muito mais mindfuck que todas as outras partes de Jojo's Bizarre Adventure, e claro, é a mais Bizarra. Gyro é o carisma em pessoa e simplesmente supera o grande Jotaro no protagonismo, Johnny é meio fraco e raso no começo, mas depois da mudança de revista, cresce muito e chega a bater de frente com o Gyro, é realmente incrível. O vilão, que é o presidente dos EUA, também é ótimo, apesar de não ser nenhum Dio, até porque, o Dio está na história! Mas não, não está no nível do Stardust Crusaders, porém, é ótimo, mesmo assim, e ganha muita atenção no epílogo. 

Outro aspecto interessante a se citar é a arte do mangá. Os capítulos são bem mais longos, geralmente 3 capítulos já fecham um volume, e isso o Hirohiko Araki usa e abusa do jeito que quer. Orgasmos e mais orgasmos na leitura, capítulos cheio de páginas duplas com o Araki desenhando LIKE A BOSS, nível Kentaro Miura e Takehiko Inoue, sério.


Steel Ball Run, tecnicamente, é a melhor de todas as partes de Jojo's Bizarre Adventure, até agora. E na minha opinião, é sim a melhor parte de todas, superando Stardust Crusaders. 

Jesus.

Pizza Mosarera ♪ 
Pizza Mosarera ♫

Steel Ball Run é um mangá de autoria de Hirohiko Araki, finalizado com 24 volumes. Sua publicação começou no ano de 2004 na revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, e posteriormente passando para a revista Ultra Jump, que ao contrário da Jump "Original", tem periodicidade mensal. Steel Ball Run é considerado como a 7ª parte da franquia Jojo's Bizarre Adventure, que já conta com 107 volumes publicados e 25 anos de duração.

"Bem-vindos à Steel Ball Run Race, a maior corrida de todos os tempos! Preparem seus cavalos, a corrida tem duração indefinida, o trajeto inclui a travessa de todo o território dos Estados Unidos da América, e os bilhões estão esperando por vocês! Boa sorte, corredores!"

O nosso foco aqui é a personagem de Kaiser "Gyro" Zeppeli, supostamente um estrangeiro que assim como os demais participantes da Corrida Maluca SBR, almeja o prêmio de milhões para um certo objetivo... que vai ser comentado mais pra frente. 


Claro, esse mangá faz parte de JJBA, então temos sim um JOJO, e ele é nada mais nada menos que Jonathan Joestar, o próprio, citado aqui como Johnny Joestar, e mais, ele está numa cadeira de rodas, incapaz de andar. Mas peraê, Jonathan Joestar!? Como assim manolo? 
Simples: É complicado, mas basicamente, esta 7ª parte de Jojo é uma espécie de reboot da série. Mas Por quê? Tem explicação?
Têm. Mas como eu disse, é meio complicado e tem spoilers da parte 6 de Jojo, Stone Ocean, mas ok, simbora explicar.

No final de Stone Ocean, acontece uma certa coisa que é gigante, mexe com todo o tempo e universo, basicamente, destrói toda a linha temporal dos acontecimentos até então e muda, como se criasse uma nova linha de tempo, com praticamente todos os personagens conhecidos diferentes, mudando as vezes até nomes, como o da própria Jolyne, protagonista de Stone Ocean. É complicado.

E sendo meio que um reboot da série, temos as personagens bem conhecidas, como o já citado Jojo, Dio, que virou Diego Brando, Abdul e vários nomes conhecidos, e claro, Stands, mas não aqueles stands conhecidos da galera, e sim novos.

Agora, explicando melhor a Steel Ball Run Race: Um velho maluco e lolicon chamado Steven Steel tinha o sonho de fazer uma corrida maluca que atravessasse todos os Estados Unidos e seja um dos maiores eventos de todos os tempos, e depois de algum tempo, finalmente consegue. A corrida tem uma recompensa de 4 bilhões de dólares, fato que interessou aventureiros do mundo inteiro, que apostaram as suas vidas vindo aos EUA para participar da corrida. Mas, porém, no entanto, após alguns volumes do mangá e alguma lutas com stand envolvendo Gyro e Johnny, a verdade por trás da corrida é finalmente revelada, ela foi realizada por um único propósito: achar partes de um corpo de um santo que tem muito poder, partes essas que estão espalhadas por todo o país, e quem é o figurão por trás disso? O Fucking Presidente dos Estados Unidos. 

Gyro e Johnny descobrem sobre essas partes e vão atrás delas também, e é aí o grande tchan do mangá.

Falando mais sobre o Gyro Zeppeli, ele é um europeu, vindo de um país bem extremo e sua família é conhecida lá por ser os "Carrascos" dos reis, sim, eles executam prisoneiros pelo nome do rei. Sua habilidade é a do "Giro de Ouro" (Coincidência, né?), utilizando duas Esferas de Ferro (Steel Ball, saca?) para atacar e fazer todo tipo de coisa, e sim, é eficiente e difícil de explicar.
Já no caso do Johnny, ele era um Jockey que acabou se Fuu** e ficando paraplégico depois de levar um tiro, perdeu toda sua fama e é odiado pelo pai, e entra na Steel Ball Run Race para tentar recuperar sua honra e glória. Seu poder "Standiníaco" é bem BIZARRO, e ele aprende graças a algumas lições com o Gyro, que tenta o ensinar o "Giro de Ouro". Basicamente, ele gira suas unhas cortando tudo e posteriormente, atira as mesmas, um ataca sinistro. Sempre unhas, né Araki?

Vários outros personagens são realmente sensacionais, como o próprio Diego "DIO" Brando, que é um Jockey inglês de muito sucesso e um dos preferidos pra ganhar a corrida e é interessante ressaltar que o stand do Dio é totalmente diferente, no começo. São dinos. Sim, DINOSSAUROS. Sensacional, não?

Como já dito no começo, Steel Ball Run teve uma mudança de revista no começo de sua publicação, e isso sem dúvida alguma influenciou a história, já que ele passou de uma revista Shonen, para adolescentes, para uma revista Seinen, para adultos, ou seja, a história tem muito mais profundidade e é muito mais mindfuck que todas as outras partes de Jojo's Bizarre Adventure, e claro, é a mais Bizarra. Gyro é o carisma em pessoa e simplesmente supera o grande Jotaro no protagonismo, Johnny é meio fraco e raso no começo, mas depois da mudança de revista, cresce muito e chega a bater de frente com o Gyro, é realmente incrível. O vilão, que é o presidente dos EUA, também é ótimo, apesar de não ser nenhum Dio, até porque, o Dio está na história! Mas não, não está no nível do Stardust Crusaders, porém, é ótimo, mesmo assim, e ganha muita atenção no epílogo. 

Outro aspecto interessante a se citar é a arte do mangá. Os capítulos são bem mais longos, geralmente 3 capítulos já fecham um volume, e isso o Hirohiko Araki usa e abusa do jeito que quer. Orgasmos e mais orgasmos na leitura, capítulos cheio de páginas duplas com o Araki desenhando LIKE A BOSS, nível Kentaro Miura e Takehiko Inoue, sério.


Steel Ball Run, tecnicamente, é a melhor de todas as partes de Jojo's Bizarre Adventure, até agora. E na minha opinião, é sim a melhor parte de todas, superando Stardust Crusaders. 

Jesus.

Assassination Classroom - Yuusei Matsui is back!

Yuusei Matsui, um mangaká que eu gosto muito, autor do sensacional Majin Tantei Nougami Neuro, anunciou recentemente que finalmente estaria de volta as páginas da revista semanal Shonen Jump, com uma série chamada Ansatsu Kyoushitsu - Assassination Classroom, e ela já começou na semana passada, então vou fazer uma pequena análise do primeiro capítulo desse mangá.


Pra começar, antes de ir para a história, vale a pena ressaltar que o Matsui ficou fora da Jump por um bom tempo, muito provavelmente para melhorar seu traço, que é... ele simplesmente não sabia desenhar muito bem, e deu uma bela melhorada. Porém, ainda não é lá essas coisas, e é aí que vem o primeiro ponto pra ele: fez um personagem alienígena redondo fácil de desenhar para não passar vergonha, e o encaixou muito bem no enredo, aliás, não duvido nada que tenha feito a história a partir da personagem.

Na história temos um ET overpower que destruiu 70% da lua ameaçando o governo de destruir a Terra e dando só uma opção a eles: colocá-lo como professor na escola Kunugigaoka, mais precisamente da classe 3-E e dar a oportunidade de todos os alunos da mesma sempre estarem tentando matar ele, até Março do próximo ano, data escolhida pelo alienígena para a destruição da Terra.

Outra coisa bem interessante sobre esse ET é que aparecem certas listras de várias formas e cores em sua face dependendo de sua emoção no momento, algo que ajuda e muito na escolha do momento da tentativa do assassinato dele por seus alunos, pelo menos os espertos, que parecem ser poucos. Poucos porque a Classe 3-E não é uma classe normal, é a classe excluída da escola, a "escória" de uma fundação de ensino bem conceituada, que é a Kunigigaoka. Além do bullying sofrido por eles (que é muito radical, quando um dos personagens principais do mangá, Nagisa, acaba indo para a 3-E, todos os seus "amigos" começam a ignorá-lo e esquecer de sua existência, uma das grandes críticas do mangá), a escola separa especialmente essa classe, colocando-os no antigo prédio da escola, caindo aos pedaços e abandonado por tudo e todos.

Como será que deveria ser a vida deles antes do Ministro da Defesa aparecer e dizer que um alienígena maluco que destruiu a lua se tornaria professor deles e o dever dos alunos era mater esse ser? Mas bom, tem uma coisa bem importante que não cheguei a citar. Quem matar o Korosensei (como o ET mais tarde é apelidado) vai ganhar nada mais nada menos que 10 bilhões de Ienes, algo por volta de 300 milhões de reais. Quer motivação melhor? O primeiro capítulo é basicamente a apresentação de tudo isso e o desenvolvimente de um dia quase normal de aula dessa Classe de Assassinos.

Quase normal porque Nagisa, uma das principais peças do mangá, resolveu mostrar um pouco mais da sua personalidade, suicida. Influenciado por seus colegas de classe e seu passado obscuro, Nagisa esperar a melhor hora para atacar sua presa, e quase consegue completar seu objetivo. Ele carregava com si uma granada de balas especiais, feitas somente para matar o professor, acionada por um dos seus colegas de classe por intermédio de um controle remoto. Quase conseguiram, pena que eles não sabiam que todos da raça do Korosensei trocam de pele uma vêz por mês, e além de desviar da granada, trocou de pele bem na hora certa para proteger Nagisa da explosão, mostrando que não é o monstro que todos pensavam, pelo menos para o Nagisa, que parece ser o único que pensa da Classe E, já que ele já vinha observando as ações do professor a um bom tempo e sabia o que a maioria das listras coloridas na sua face significava.

É nessa parte do primeiro capítulo que vemos o professor realmente bravo pela primeira vez, com sua face redonda ficando tão escura quanto a noite e sinistra, realmente dá muito medo. Você achou que ele ficou bravo porque tentaram matar ele? Ou porque utilizaram um método sujo? Não, longe disso, ele até deu um ponto a mais na nota do Nagisa. Ele ficou é bravo porque os demais alunos que bolaram o plano não se importaram nenhum pouco com o ato kamikaze do Nagisa, mostraram que fariam de tudo para conseguirem seus objetivos, além de comprovarem que merecem fazer parte da Classe da Escória da escola. Na verdade, o ET só não matou os alunos porque fez um tratado de não ferir nenhum estudante, mas ameaçou de matar o resto do mundo no lugar. Haha. Não vai me dizer que você realmente acreditou que ele só não matou os alunos por causa do tratado. Longe disso, isso é uma obra do Yuusei Matsui, claro que ele não daria uma resposta tão ridícula como essa. E é aí que vemos uma página de flashback do que parece ser o passado do Korosensei, onde o mesmo está prometendo ser professor e transmitir seus ensinamentos aos prováveis alunos de uma mulher prestes a morrer.

E após esse incidente fora do cotidiano, a vida continua no mangá. Incidente já esperado, afinal, o primeiro capítulo do mangá tinha que ter algo interessante e diferente. Mas, antes de fazer minha considerações finais sobre esse primeiro capítulo do mangá, tem mais um ponto que quero comentar.

Yuusei Matsui é um autor conhecido por fazer obras mais obscuras, com mensagens e sinais, e nesse capítulo ele não esqueceu dessa sua fama. Desde as primeiras páginas em que a Classe 3-E foi apresentada, ele sempre fez questão de mostrar que eles tinham aula no prédio antigo da escola, claro que pra mostrar o bullying e a discriminação pra cima deles e fazer uma crítica a sociedade, mas tem algo mais aí, que ficou claro com a atitude do Nagisa algumas páginas para frente. Ele claramente faz ali um paralelo com o antigo Japão, ou melhor dizendo, a Grande Nação Japonesa, que era conhecida por toda sua honra e força, e que também não se importava muito em sacrificar certas coisas em busca de aumentar seu território e domínio, como visto na Segunda Guerra Mundial, que precisou dos lamentáveis episódios de Hiroshima e Nagasaki para terminar, para a Grande Nação Japonesa se render. Eles eram e são até hoje conhecidos por uma tática chamada Kamikaze, se você estudou um pouco História, deve conhecer, essa tática consistia em dar a vida pela nação, pilotos de caças se suicidavam chocando suas aeronaves contra navios de guerra inimigos, tudo pela prosperidade do país. Nagisa faz exatamente a mesma coisa ao usar a granada, e coincidente o ato também dá errado. Enquanto a Classe 3-E se conformar e fazer algo digno de escória, como sacrificar um amigo para se dar bem, vai continuar a mesma merda excluída que é, e com razão. Foi essa a maior crítica que eu interpretei desse capítuloe, não é pra ficar com dó da classe, eles não estão nessa posição atual a toa.

Bom, esse foi o primeiro capítulo de Assassination Classroom, acho que nem preciso dizer que gostei né? A construção dele foi realmente ótima, teve de tudo um pouco, e mesmo com muito texto, não é nada cansativo, foi realmente bom. Nunca vi um primeiro capítulo tão bem feito assim, muito melhor que o primeiro capítulo de Green Blood comentado aqui e de longe o melhor das últimas décadas na revista. Yuusei Matsui veio pra ficar.
Yuusei Matsui, um mangaká que eu gosto muito, autor do sensacional Majin Tantei Nougami Neuro, anunciou recentemente que finalmente estaria de volta as páginas da revista semanal Shonen Jump, com uma série chamada Ansatsu Kyoushitsu - Assassination Classroom, e ela já começou na semana passada, então vou fazer uma pequena análise do primeiro capítulo desse mangá.


Pra começar, antes de ir para a história, vale a pena ressaltar que o Matsui ficou fora da Jump por um bom tempo, muito provavelmente para melhorar seu traço, que é... ele simplesmente não sabia desenhar muito bem, e deu uma bela melhorada. Porém, ainda não é lá essas coisas, e é aí que vem o primeiro ponto pra ele: fez um personagem alienígena redondo fácil de desenhar para não passar vergonha, e o encaixou muito bem no enredo, aliás, não duvido nada que tenha feito a história a partir da personagem.

Na história temos um ET overpower que destruiu 70% da lua ameaçando o governo de destruir a Terra e dando só uma opção a eles: colocá-lo como professor na escola Kunugigaoka, mais precisamente da classe 3-E e dar a oportunidade de todos os alunos da mesma sempre estarem tentando matar ele, até Março do próximo ano, data escolhida pelo alienígena para a destruição da Terra.

Outra coisa bem interessante sobre esse ET é que aparecem certas listras de várias formas e cores em sua face dependendo de sua emoção no momento, algo que ajuda e muito na escolha do momento da tentativa do assassinato dele por seus alunos, pelo menos os espertos, que parecem ser poucos. Poucos porque a Classe 3-E não é uma classe normal, é a classe excluída da escola, a "escória" de uma fundação de ensino bem conceituada, que é a Kunigigaoka. Além do bullying sofrido por eles (que é muito radical, quando um dos personagens principais do mangá, Nagisa, acaba indo para a 3-E, todos os seus "amigos" começam a ignorá-lo e esquecer de sua existência, uma das grandes críticas do mangá), a escola separa especialmente essa classe, colocando-os no antigo prédio da escola, caindo aos pedaços e abandonado por tudo e todos.

Como será que deveria ser a vida deles antes do Ministro da Defesa aparecer e dizer que um alienígena maluco que destruiu a lua se tornaria professor deles e o dever dos alunos era mater esse ser? Mas bom, tem uma coisa bem importante que não cheguei a citar. Quem matar o Korosensei (como o ET mais tarde é apelidado) vai ganhar nada mais nada menos que 10 bilhões de Ienes, algo por volta de 300 milhões de reais. Quer motivação melhor? O primeiro capítulo é basicamente a apresentação de tudo isso e o desenvolvimente de um dia quase normal de aula dessa Classe de Assassinos.

Quase normal porque Nagisa, uma das principais peças do mangá, resolveu mostrar um pouco mais da sua personalidade, suicida. Influenciado por seus colegas de classe e seu passado obscuro, Nagisa esperar a melhor hora para atacar sua presa, e quase consegue completar seu objetivo. Ele carregava com si uma granada de balas especiais, feitas somente para matar o professor, acionada por um dos seus colegas de classe por intermédio de um controle remoto. Quase conseguiram, pena que eles não sabiam que todos da raça do Korosensei trocam de pele uma vêz por mês, e além de desviar da granada, trocou de pele bem na hora certa para proteger Nagisa da explosão, mostrando que não é o monstro que todos pensavam, pelo menos para o Nagisa, que parece ser o único que pensa da Classe E, já que ele já vinha observando as ações do professor a um bom tempo e sabia o que a maioria das listras coloridas na sua face significava.

É nessa parte do primeiro capítulo que vemos o professor realmente bravo pela primeira vez, com sua face redonda ficando tão escura quanto a noite e sinistra, realmente dá muito medo. Você achou que ele ficou bravo porque tentaram matar ele? Ou porque utilizaram um método sujo? Não, longe disso, ele até deu um ponto a mais na nota do Nagisa. Ele ficou é bravo porque os demais alunos que bolaram o plano não se importaram nenhum pouco com o ato kamikaze do Nagisa, mostraram que fariam de tudo para conseguirem seus objetivos, além de comprovarem que merecem fazer parte da Classe da Escória da escola. Na verdade, o ET só não matou os alunos porque fez um tratado de não ferir nenhum estudante, mas ameaçou de matar o resto do mundo no lugar. Haha. Não vai me dizer que você realmente acreditou que ele só não matou os alunos por causa do tratado. Longe disso, isso é uma obra do Yuusei Matsui, claro que ele não daria uma resposta tão ridícula como essa. E é aí que vemos uma página de flashback do que parece ser o passado do Korosensei, onde o mesmo está prometendo ser professor e transmitir seus ensinamentos aos prováveis alunos de uma mulher prestes a morrer.

E após esse incidente fora do cotidiano, a vida continua no mangá. Incidente já esperado, afinal, o primeiro capítulo do mangá tinha que ter algo interessante e diferente. Mas, antes de fazer minha considerações finais sobre esse primeiro capítulo do mangá, tem mais um ponto que quero comentar.

Yuusei Matsui é um autor conhecido por fazer obras mais obscuras, com mensagens e sinais, e nesse capítulo ele não esqueceu dessa sua fama. Desde as primeiras páginas em que a Classe 3-E foi apresentada, ele sempre fez questão de mostrar que eles tinham aula no prédio antigo da escola, claro que pra mostrar o bullying e a discriminação pra cima deles e fazer uma crítica a sociedade, mas tem algo mais aí, que ficou claro com a atitude do Nagisa algumas páginas para frente. Ele claramente faz ali um paralelo com o antigo Japão, ou melhor dizendo, a Grande Nação Japonesa, que era conhecida por toda sua honra e força, e que também não se importava muito em sacrificar certas coisas em busca de aumentar seu território e domínio, como visto na Segunda Guerra Mundial, que precisou dos lamentáveis episódios de Hiroshima e Nagasaki para terminar, para a Grande Nação Japonesa se render. Eles eram e são até hoje conhecidos por uma tática chamada Kamikaze, se você estudou um pouco História, deve conhecer, essa tática consistia em dar a vida pela nação, pilotos de caças se suicidavam chocando suas aeronaves contra navios de guerra inimigos, tudo pela prosperidade do país. Nagisa faz exatamente a mesma coisa ao usar a granada, e coincidente o ato também dá errado. Enquanto a Classe 3-E se conformar e fazer algo digno de escória, como sacrificar um amigo para se dar bem, vai continuar a mesma merda excluída que é, e com razão. Foi essa a maior crítica que eu interpretei desse capítuloe, não é pra ficar com dó da classe, eles não estão nessa posição atual a toa.

Bom, esse foi o primeiro capítulo de Assassination Classroom, acho que nem preciso dizer que gostei né? A construção dele foi realmente ótima, teve de tudo um pouco, e mesmo com muito texto, não é nada cansativo, foi realmente bom. Nunca vi um primeiro capítulo tão bem feito assim, muito melhor que o primeiro capítulo de Green Blood comentado aqui e de longe o melhor das últimas décadas na revista. Yuusei Matsui veio pra ficar.

RUN, SENA, RUN! - Eyeshield 21 #JumpWeekend

YA-HA!!
Seja bem-vindo ao post de homenagem a Weekly Shonen Jump do Sakazuki, revista essa que está fazendo aniversário no dia de hoje, e graças a isso, estamos tendo uma blogagem coletiva sobre vários mangás do almanaque mais famoso de quadrinhos japoneses, os links para as postagens dos demais participantes estão no fim da página!


Eyeshield 21 é um mangá de Futebol Americano escrito por Riichiro Inagaki e desenhado por Yusuke Murata, um dos mangakás com um dos melhores traços 'clean' da atualidade e muito renomado, de 37 volumes que terminou no ano de 2009. Indo direto para a história: Sena Kobayakawa é um colegial calouro perdedor que "aprendeu" a correr para não morrer molestado por vários delinquentes em toda sua vida e se torna o alvo do visionário e perverso Hiruma e do clube de Futebol Americano da escola Deimon, que o transforma no Eyeshield 21, o Running Back da Velocidade da Luz que vai conquistar o mundo.

E isso é basicamente Eyeshield 21, obrigado por lerem o post e até a próxima!


Brincadeiras a parte, o mangá não estaria aqui no Sakazuki ou teria 37 volumes se realmente não fosse bom! Pela sinopse que eu dei logo acima, parece só mais uma história clichê, e é, no começo. Os primeiros volumes da história são meio mornos, pois são de apresentação dos personagens e do cenário, mas valem muito a pena, já que o mangá tem realmente grandes personagens, como o Hiruma, do quadrinho acima, responsável por criar o épico e famoso grito de guerra "YA-HA!"; resumindo: a maioria tem personalidade, menos o protagonista, que é só um perdedor à lá Tsuna (Ia comparar com o Shinji Ikari, mas ele não é tão chato e não merece isso), no começo, é claro.

Isso porque, quando "a porra fica séria", o mangá cresce muito não só no estilo de narrativa, que passa a ser mais objetiva, como no traço e no desenvolvimento dos personagens. Até certo momento, Sena só jogava por ser forçado pelo Hiruma, e jogava escondendo sua verdadeira identidade, era apenas um símbolo. O mangá cresce justamente quando o maior campeonato da história dele começa, saindo do simples clichê e mostrando que veio pra fazer história nas páginas da revista Weekly Shonen Jump, e fez.
Mesmo tendo sido cancelado depois de 9 anos de serialização, graças a Síndrome de Dragon Ball, o mangá foi sucesso de crítica e público, vendendo mais de 26 milhões de cópias no Japão e também vendendo horrores no ocidente, principalmente nos EUA, que é o país do Futebol Americano. Ele ganhou um anime de mais 100 episódios pelo Studio Gallop, que também fez muito sucesso.

Porém, sem dúvida alguma, o mais importante foi o impacto que ele causou no Futebol Americano Japonês, que até então não era muito conhecido. Sim, assim como Slam Dunk popularizou o basquete e fez ele se tornar um dos esportes mais praticados do Japão, Eyeshield 21 popularizou e marcou o Futebol Americano por lá, sendo um dos mais importantes mangás de esportes, diria que só atrás do próprio Slam Dunk, Touch, Dokaben e Ashita no Joe.
 
Voltando a narrativa, ela fica cada vez melhor, como tudo no mangá. E, sem dúvida alguma, o principal são os jogos, onde vemos a personalidades dos personagens ganharem força, aliás, uma coisa muito importante é que, mesmo num jogo de futebol, com várias pessoas disputando a bola, em momento algum você se perde na narrativa, e isso é crédito do grande Yusuke Murata. Em mangás shonens semanais, é quase normal os mangakás não conseguirem expressar muito bem as cenas de ação e elas ficarem muito confusas, coisa que acontece toda hora com o sr. Kishimoto em Naruto, e aqui, em Eyeshield 21, que poderia ter muito mais disso do que um Naruto da vida, não existe, você realmente consegue acompanhar todos os quadros freneticamente de um jogo, o que faz a leitura ser bem rápida e gostosa, lembrando bastante a leitura dos jogos de Slam Dunk. Outra coisa bem interessante é que o mangá sempre faz paralelos, metáforas, de jogadas e times com fenômenos naturais ou monstros e animais, coisa vista também em Toriko e seus talheres voadores, um grande ponto para Riichiro Inagaki, que preferiu não adicionar nada muito sobrenatural no mangá e sim abusar da imaginação, não adicionar "purpurina", como sempre digo, e graças a deus, não estragou o mangá como The Prince Of Tennis e suas bolas pirocantes em chamas.

[Cuidado, se você não leu o mangá ainda, daqui para frente pode haver spoilers]

Mas, apesar de ser tão bom assim, o mangá também tem seus altos e baixos, na verdade, um baixo e o que cancelou o mangá, e para falar disso, preciso dizer um pouco sobre a história dos últimos volumes.
Logo após o término do grande campeonato do mangá e o Sena ser reconhecido como o verdadeiro Eyeshield 21, os autores e a revista decidiram não terminar o mangá consolidando-o como um clássico, decidem continuar a maldita história, ou seja, a famosa Síndrome de Dragon Ball. Então, vamos para o último arco da mangá: a Copa do Mundo de Futebol Americano! Algo que era pra ser epicamente gigante e ótimo se não fosse tão mal construído durou míseros 3 volumes e além de ser ridículo, terminou porcamente o mangá. Preciso dizer que odeio esse arco? Até fiquei interessado em ver uma World Cup, mas esse meu interesse se foi totalmente quando vi que os próprios jogadores escolheriam os convocados pra seleção. Resumindo: Sena, Hiruma e turminha do barulho disputando a Copa do Mundo contra gringos do mal que odeiam japas e tudo mais. Simplesmente ridículo e ignorável.

[Fim dos Spoilers]


Apesar de ter dito logo acima que o último arco do mangá é ridículo, e essa foi a causa do cancelamento do mesmo, ele não mancha em nada a grande obra que é Eyeshield 21. Mesmo tendo terminado 'recentemente', é um dos grandes clássicos de esporte da Jump e sem dúvida alguma vale a pena ser lido. Para mim, é o 3º melhor da revista, atrás apenas de Rokudenashi BLUES e Ring ni Kakeru Slam Dunk.

Esse é Eyeshield 21 e essa é minha rápida homenagem para a Jump.

Lista de postagens do Jump Weekend:

Hakuren (@icaros_i) – Esportes na Jump
Another Warehouse (@eduardoketsura_) – Kagami no Kuni no HarisugawaBeelzebub
Mangathering (@OniluapL) – Sket Dance
Mangás Cult (@Nintakun) – Houshin Engi | Cenas de Mangás que Merecem ser lembradas
AnimePortifolio (@AnimePortfolio) – Rurouni Kenshin
Puff no Piripaf (@Piripaf) – Yu Yu Hakusho
Shonen a Cabo (@jrlucario) – Death Note
Anikenkai (@didcart) – Bakuman
Shonen Mania (@MrCaiops e @LucasShonen) – Magico | Bleach
Show de Mangá (@Cadmus_Senpai) – Dr. Slump
Realidade ou Ilusão (@sharingandac) – Naruto
Omnia Undique (@rubiopaloosa) – Ultimate!! Hentai Kamen
Revista Pulo Dominical – Saint Seiya
Anime Freak Show (@Gabriel_Sau) – I''s | Slam Dunk
Netoin! (@cnetoin) – Yu-Gi-Oh!
Mangatologia (@mangatologia) – 3 Primeiras Décadas da Jump
Visual Novel Brasil (@visualnovelbr) – Gintama
Chuva de Nanquim (@Chu_Nan) – Majin Tantei Nougami Neuro
Xtreme Divider (@MT_Virus e @HenryP39) – Toriko | Katekyo Hitman REBORN!
Geekomics (@Roger_Walters) – Busou Renkin
Nahel Argama (@qwertybr) – Nisekoi
YA-HA!!
Seja bem-vindo ao post de homenagem a Weekly Shonen Jump do Sakazuki, revista essa que está fazendo aniversário no dia de hoje, e graças a isso, estamos tendo uma blogagem coletiva sobre vários mangás do almanaque mais famoso de quadrinhos japoneses, os links para as postagens dos demais participantes estão no fim da página!


Eyeshield 21 é um mangá de Futebol Americano escrito por Riichiro Inagaki e desenhado por Yusuke Murata, um dos mangakás com um dos melhores traços 'clean' da atualidade e muito renomado, de 37 volumes que terminou no ano de 2009. Indo direto para a história: Sena Kobayakawa é um colegial calouro perdedor que "aprendeu" a correr para não morrer molestado por vários delinquentes em toda sua vida e se torna o alvo do visionário e perverso Hiruma e do clube de Futebol Americano da escola Deimon, que o transforma no Eyeshield 21, o Running Back da Velocidade da Luz que vai conquistar o mundo.

E isso é basicamente Eyeshield 21, obrigado por lerem o post e até a próxima!


Brincadeiras a parte, o mangá não estaria aqui no Sakazuki ou teria 37 volumes se realmente não fosse bom! Pela sinopse que eu dei logo acima, parece só mais uma história clichê, e é, no começo. Os primeiros volumes da história são meio mornos, pois são de apresentação dos personagens e do cenário, mas valem muito a pena, já que o mangá tem realmente grandes personagens, como o Hiruma, do quadrinho acima, responsável por criar o épico e famoso grito de guerra "YA-HA!"; resumindo: a maioria tem personalidade, menos o protagonista, que é só um perdedor à lá Tsuna (Ia comparar com o Shinji Ikari, mas ele não é tão chato e não merece isso), no começo, é claro.

Isso porque, quando "a porra fica séria", o mangá cresce muito não só no estilo de narrativa, que passa a ser mais objetiva, como no traço e no desenvolvimento dos personagens. Até certo momento, Sena só jogava por ser forçado pelo Hiruma, e jogava escondendo sua verdadeira identidade, era apenas um símbolo. O mangá cresce justamente quando o maior campeonato da história dele começa, saindo do simples clichê e mostrando que veio pra fazer história nas páginas da revista Weekly Shonen Jump, e fez.
Mesmo tendo sido cancelado depois de 9 anos de serialização, graças a Síndrome de Dragon Ball, o mangá foi sucesso de crítica e público, vendendo mais de 26 milhões de cópias no Japão e também vendendo horrores no ocidente, principalmente nos EUA, que é o país do Futebol Americano. Ele ganhou um anime de mais 100 episódios pelo Studio Gallop, que também fez muito sucesso.

Porém, sem dúvida alguma, o mais importante foi o impacto que ele causou no Futebol Americano Japonês, que até então não era muito conhecido. Sim, assim como Slam Dunk popularizou o basquete e fez ele se tornar um dos esportes mais praticados do Japão, Eyeshield 21 popularizou e marcou o Futebol Americano por lá, sendo um dos mais importantes mangás de esportes, diria que só atrás do próprio Slam Dunk, Touch, Dokaben e Ashita no Joe.
 
Voltando a narrativa, ela fica cada vez melhor, como tudo no mangá. E, sem dúvida alguma, o principal são os jogos, onde vemos a personalidades dos personagens ganharem força, aliás, uma coisa muito importante é que, mesmo num jogo de futebol, com várias pessoas disputando a bola, em momento algum você se perde na narrativa, e isso é crédito do grande Yusuke Murata. Em mangás shonens semanais, é quase normal os mangakás não conseguirem expressar muito bem as cenas de ação e elas ficarem muito confusas, coisa que acontece toda hora com o sr. Kishimoto em Naruto, e aqui, em Eyeshield 21, que poderia ter muito mais disso do que um Naruto da vida, não existe, você realmente consegue acompanhar todos os quadros freneticamente de um jogo, o que faz a leitura ser bem rápida e gostosa, lembrando bastante a leitura dos jogos de Slam Dunk. Outra coisa bem interessante é que o mangá sempre faz paralelos, metáforas, de jogadas e times com fenômenos naturais ou monstros e animais, coisa vista também em Toriko e seus talheres voadores, um grande ponto para Riichiro Inagaki, que preferiu não adicionar nada muito sobrenatural no mangá e sim abusar da imaginação, não adicionar "purpurina", como sempre digo, e graças a deus, não estragou o mangá como The Prince Of Tennis e suas bolas pirocantes em chamas.

[Cuidado, se você não leu o mangá ainda, daqui para frente pode haver spoilers]

Mas, apesar de ser tão bom assim, o mangá também tem seus altos e baixos, na verdade, um baixo e o que cancelou o mangá, e para falar disso, preciso dizer um pouco sobre a história dos últimos volumes.
Logo após o término do grande campeonato do mangá e o Sena ser reconhecido como o verdadeiro Eyeshield 21, os autores e a revista decidiram não terminar o mangá consolidando-o como um clássico, decidem continuar a maldita história, ou seja, a famosa Síndrome de Dragon Ball. Então, vamos para o último arco da mangá: a Copa do Mundo de Futebol Americano! Algo que era pra ser epicamente gigante e ótimo se não fosse tão mal construído durou míseros 3 volumes e além de ser ridículo, terminou porcamente o mangá. Preciso dizer que odeio esse arco? Até fiquei interessado em ver uma World Cup, mas esse meu interesse se foi totalmente quando vi que os próprios jogadores escolheriam os convocados pra seleção. Resumindo: Sena, Hiruma e turminha do barulho disputando a Copa do Mundo contra gringos do mal que odeiam japas e tudo mais. Simplesmente ridículo e ignorável.

[Fim dos Spoilers]


Apesar de ter dito logo acima que o último arco do mangá é ridículo, e essa foi a causa do cancelamento do mesmo, ele não mancha em nada a grande obra que é Eyeshield 21. Mesmo tendo terminado 'recentemente', é um dos grandes clássicos de esporte da Jump e sem dúvida alguma vale a pena ser lido. Para mim, é o 3º melhor da revista, atrás apenas de Rokudenashi BLUES e Ring ni Kakeru Slam Dunk.

Esse é Eyeshield 21 e essa é minha rápida homenagem para a Jump.

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